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Correio da Manhã

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Massacre ainda afecta os alunos

Um mês depois do massacre que deixou 12 alunos mortos e 13 feridos na Escola Tasso da Silveira, no Realengo, zona norte do Rio de Janeiro, a situação no estabelecimento de ensino não voltou à normalidade. Os alunos não conseguem esquecer a tragédia, não obtêm o mesmo aproveitamento nos estudos e o seu o comportamento alterou-se de forma radical.
8 de Maio de 2011 às 00:30
Sobreviventes do ataque levado a cabo por Wellington Oliveira (na foto) há um mês continuam a receber apoio psicológico
Sobreviventes do ataque levado a cabo por Wellington Oliveira (na foto) há um mês continuam a receber apoio psicológico FOTO: d.r.

"Uns mostram-se arredios, outros irrequietos, com dificuldades de concentração", diz o director da escola, Luiz Marduk, acrescentando: "Muitos dos que presenciaram o ataque e regressaram estão a evidenciar um comportamento inadequado, acelerado demais."

Depois do ataque, levado a cabo pelo ex-alunoWellington Menezes de Oliveira, que em seguida se suicidou, a escola esteve fechada durante uma semana. Nesse período, foi pintada por dentro e por fora, recebeu móveis novos e os alunos fizeram do muro exterior um imenso mural colorido. A nível pedagógico, foram criadas actividades lúdicas para descontrair e psicólogos montaram um consultório permanente para acompanhar os alunos mais abalados – mas nada disso fez esquecer o sucedido.

Ontem, as vítimas foram lembradas numa marcha silenciosa pelas ruas do Realengo, mas poucas pessoas quiseram falar da tragédia. "Tudo ainda é muito estranho. Antes, quando os alunos saíam, a porta da escola ficava lotada de alunos, ex-alunos e familiares, mas hoje não se vê ninguém" contou uma aluna de 11 anos.

Outros alunos, ao serem indagados, baixaram a cabeça e ficaram calados, mostrando que o assunto ainda é muito delicado para eles.

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