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Correio da Manhã

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MASSACRE EM PRISÃO BRASILEIRA

Mais de 30 presos foram mutilados durante uma rebelião que teve início às 6h30 do passado sábado, dia 29, e se prolongou por três dias, na Casa de Custódia de Benfica, no Rio de Janeiro, Brasil. A polícia admite que o número de mortos pode aumentar.
1 de Junho de 2004 às 16:16
Até esta terça-feira foram removidos 38 corpos, alguns deles decapitados e carbonizados, facto que tem dificultado a sua identificação. As vítimas eram membros dos grupos criminosos Amigo dos Amigos (ADA) e Terceiro Comando (TC) rivais da quadrilha Comando Vermelho (CV), que liderou o motim e o massacre. No entanto, o número de mortos pode aumentar porque algumas celas, que se encontram fechadas e sem luz, ainda não foram revistas.
Os amotinados libertaram, ontem à noite, os últimos guardas reféns, depois intensas negociações mediadas pelo o pastor evangélico Marcos Pereira da Silva, da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias. A presença do clérigo nas negociações foi uma exigência dos revoltosos.
No sábado passado, os rebeldes fizeram 22 reféns, depois de uma tentativa de fuga em massa sem êxito, apoiada por um grupo de traficantes da favela Parque Arará, que se encontrava no exterior do edifício. A prisão de Benfica, inaugurada há cerca de três meses e com capacidade para 1300 pessoas, já tem uma lotação de 900 presos.
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