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Correio da Manhã

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Massacre no quartel

Um soldado sul-coreano maltratado por um oficial vingou-se a tiro, matando oito colegas e ferindo outros dois, naquele que foi o incidente mais sangrento de que há registo nas Forças Armadas da Coreia do Sul nos últimos anos.
20 de Junho de 2005 às 00:00
Familiares das vítimas
Familiares das vítimas FOTO: Pool/Reuters
O militar tresloucado foi identificado pelas autoridades como ‘Kim’, um recruta na casa dos vinte anos. Segundo fontes militares, ‘Kim’ terá sido insultado e maltratado por um oficial superior durante uma patrulha nocturna e ao regressar ao quartel decidiu vingar-se, lançando uma granada para o interior de uma caserna onde dormiam vários colegas e abriu fogo de seguida. No inesperado ataque perderam a vida oito militares, todos com idades a rondar os 20 anos, e outros dois ficaram feridos sem gravidade. Uma das vítimas mortais é o comandante da patrulha que alegadamente terá insultado ‘Kim’. O agressor conseguiu disparar mais de 40 projécteis antes de ser detido por outros militares.
O incidente ocorreu num quartel situado junto à Zona Desmilitarizada (DMZ) que divide as duas Coreias, e que é a fronteira mais vigiada do mundo. Apesar do tiroteio, as forças norte-coreanas não reagiram, evitando assim um confronto de consequências imprevisíveis.
O governo de Seul abriu uma investigação para apurar as causas da tragédia, mas tudo indica que o massacre terá sido motivado pelos maus-tratos sofridos pelo autor do ataque.
O presidente sul-coreano Roh Moo-hyun apresentou condolências aos familiares das vítimas e o ministro da Defesa, Yoon Kwang-ung, pediu perdão pelo sucedido e prometeu tomar medidas para evitar outros incidentes do mesmo género. As denúncias de maus--tratos a recrutas por parte de oficiais superiores são frequentes nas Forças Armadas da Coreia do Sul, principalmente nos aquartelamentos junto à DMZ, onde a recruta é mais exigente e a tensão é constante.
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