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Correio da Manhã

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Matam bebés por células estaminais

É mais um drama dos nossos dias. Na Ucrânia, bebés recém-nascidos saudáveis terão sido mortos para, presumivelmente, abastecer o florescente comércio internacional de células estaminais (indiferenciadas).
13 de Dezembro de 2006 às 00:00
De acordo com a BBC, que tem em seu poder provas sobre este caso, a Ucrânia tornou-se na capital mundial do tráfico de células estaminais. Perturbadoras imagens em vídeo de exames ‘post-mortem’ a minúsculos cadáveres desmembrados levantam sérias questões sobre o que realmente aconteceu. Tudo aponta para uma cruel realidade que promete estender-se a outras paragens e cujas proporções são difíceis de calcular.
MÃES QUEIXARAM-SE
Várias mães na cidade de Kharkiv afirmam ter dado à luz bebés saudáveis que depois foram entregues ao pessoal da maternidade. O polémico caso começou a ser investigado depois de, em 2003, terem sido exumados num cemitério cerca de 30 corpos de bebés e fetos. Um activista obteve provas em vídeo sobre as autópsias e forneceu-as à BBC e ao Conselho da Europa, que descreve uma cultura geral de tráfico de crianças raptadas à nascença, mencionando ainda um ‘muro de silêncio’ da parte do pessoal hospitalar sobre o seu destino. As imagens mostram vários órgãos, incluindo cérebros, e alguns corpos desmembrados.
Saliente-se que já existia um negócio com este tipo de células retiradas de fetos abortados, decorrente de alegações de que poderão ajudar a combater numerosas doenças. Mas agora tudo indica que provêm de bebés vivos.
À LUPA
30 FETOS
Cerca de três dezenas de cadáveres de bebés e fetos foram exumados num cemitério em 2003. Refira-se que diversas mães deram à luz em Kharkiv (Ucrânia) bebés saudáveis que depois desapareceram do hospital.
AUTÓPSIAS
Um activista teve acesso a imagens em vídeo das autópsias e encaminhou-as para a BBC e para o Conselho da Europa, que menciona uma cultura de tráfico de crianças e um ‘muro de silêncio’ por parte do hospital.
ROUBADOS
Angustiantes relatos de bebés roubados à nascença e a remoção de órgãos humanos em Kharkiv desencadearam uma investigação por parte do Conselho da Europa, que fez deslocar um enviado à cidade ucraniana.
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