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Correio da Manhã

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Matou recém-nascidos

Começou ontem em Fankfurt an der Order, na Alemanha, o julgamento de Sabine H., de 40 anos, que confessou ter matado os seus nove filhos recém-nascidos e escondido os seus restos mortais em vasos de flores, em baldes e num aquário velho no jardim dos seus pais. Este caso, que chocou a Alemanha, foi considerado pela Polícia dos mais horrendos de sempre.
28 de Abril de 2006 às 00:00
Após ter sido detida, Sabine H., assistente de dentista no desemprego, admitiu ter deixado morrer os primeiros dois, mas negou tê-los assassinado intencionalmente. “Não lhes fiz mal. Deixei-os morrer, não cuidei deles”, confessou, adiantando que não se lembrava das circunstâncias em que morreram os outros sete porque bebeu muito álcool antes dos partos para não sentir dores.
Apesar de ter admitido que matou nove dos seus 13 filhos, Sabine H. vai ser julgada por oito homicídios, já que o primeiro prescreveu. A arguida alegou que o ex-marido, que se ausentava por longos períodos, não queria mais filhos, pelo que ela decidiu deixá-los morrer. Recusava-se a tomar contraceptivos por motivos religiosos.
Sabine H. tem três filhos adultos do seu ex-marido, Oliver H., de quem está divorciada, e uma filha de dois anos de um outro homem. Testes de ADN efectuados aos restos mortais dos recém-nascidos revelam que o pai era Oliver H. Os crimes foram descobertos quando vizinhos dos seus pais tropeçaram em restos mortais de alguns dos bebés quando limpavam a garagem, em Julho passado.
O Ministério Público queria que Sabine fosse julgada por assassínio, mas os juízes decidiram que a acusação fosse reduzida para homicídio involuntário, já que a arguida tinha problemas familiares e estava embriagada quando deu à luz.
METEU FILHOS VIVOS NA ARCA FRIGORÍFICA
Este caso faz recordar o da austríaca Gertraud Arzberg que matou quatro filhos recém-nascidos em Graz.
Gertraud, uma bibliotecária de 33 anos, foi detida em Junho do ano passado depois de um seu vizinho ter ido buscar um gelado à arca frigorífica partilhada por todos os residentes e ter deparado com os corpos de dois bebés envolvidos em sacos de plástico. Autópsias revelaram que os bebés foram colocados vivos na arca frigorífica.
Os cadáveres de outros dois recém-nascidos foram encontrados em baldes de cimento. Gertraud foi condenada a pena perpétua e o seu companheiro, Johannes Genser, a 15 anos de prisão por cumplicidade.
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