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Médico não confirma identidade de paciente e faz aborto a mulher errada

Grávida de seis meses dirigiu-se à clínica a fim de receber suplementos nutricionais.
Correio da Manhã 24 de Setembro de 2019 às 11:08
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Um médico da Coreia do Sul está a ser acusado de ter realizado um aborto na mulher errada, após a ter confundido com outra paciente.

A vítima, de nacionalidade vietnamita, estava grávida de seis semanas quando foi à clínica onde o médico trabalhava, a fim de receber suplementos nutricionais. Tinha acabado de saber que estava à espera de bebé.

No entanto, o médico e a enfermeira não consultaram a ficha da paciente, e achando que se tratava de uma outra mulher que queria abortar, realizaram o procedimento.

Não é claro qual terá sido o método do aborto utilizado, mas a imprensa internacional avança que terá sido através de uma cirurgia, dada a utilização de anestesia.

No dia seguinte, a vítima regressou à clínica após sofrer uma hemorragia vaginal, momento em que descobriu que tinha sofrido um aborto.

O caso está a ser investigado pelas autoridades norte-coreanas e os dois clinícos estão a ser investigados por negligência médica.

Recorde-se que o aborto ainda é considerado ilegal na Coreia do Sul, lei que deverá ser revertida a até 31 de dezembro de 2020. Por enquanto, as mulheres que se submetem a procedimentos abortivos podem ser multadas ou até presas, assim como os médicos que os perpetuam. A lei exclui apenas os casos de gravidez por incesto ou violação.

No entanto, estima-se que só no ano de 2018 tenham sido realizados cerca de um milhão de abortos, pelas vias legais e não legais.
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