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Correio da Manhã

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Médicos agredidos por muçulmanos

Dois ginecologistas obstetras franceses, que assistiam nos seus hospitais mulheres muçulmanas, foram agredidos e feridos pelos maridos destas que consideram que elas não devem ser tratadas por homens. O caso, denunciado pelo Colégio de Ginecologistas e Obstetras de França (CNGOF), está a causar forte polémica no país.
22 de Outubro de 2006 às 00:00
O último dos casos – descritos pelo Colégio de Ginecolistas como uma inadmissível pressão dos integristas islâmicos sobre os serviços públicos franceses – aconteceu a 6 de Setembro deste ano, no Hospital Robert-Debré, em Paris, onde um médico foi mesmo agredido pelo marido de uma paciente que não tolerava que a mulher fosse observada por um homem. O primeiro caso aconteceu em 2003 no Hospital Intercomunal de Montreuil.
Numa carta dirigida ao presidente do CNGOF, o ministro da Saúde, Xavier Bertrand, manifestou a sua “indignação” por tais agressões. “Todos os pacientes têm, indubitavelmente, de ser tratados da mesma forma, independente das suas crenças religiosas. A livre escolha exercida pelo doente não deve nunca perturbar a prestação de cuidados, comprometer os requisitos sanitários”, escreveu o ministro.
O reitor da mesquita de Paris, Dalil Boubakeur, recusou já “a talibanização do Islão em França”. “Denuncio e condeno a utilização abusiva da religião e a atitude que, a pretexto da religião, consiste em agredir um médico”, declarou Boubakeur.
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