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Correio da Manhã

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Médicos criticam EUA

Um grupo de mais de 250 médicos subscreveram uma carta em que condenam os Estados Unidos por exercerem a alimentação forçada, através de tubos, em prisioneiros em greve de fome na base militar de Guantanamo, em Cuba.
10 de Março de 2006 às 10:46
Os médicos, oriundos de sete países, afirmam que os responsáveis de saúde da prisão devem respeitar os direitos dos detidos ao recusarem tratamento médico.
A carta, divulgada pelo diário de especialização médica “The Lancet”, afirma que os médicos que forçaram os detidos a alimentarem-se devem ser punidos pelas entidades competentes.
Estima-se que 500 detidos, suspeitos de terrorismo, são mantidos na prisão de Guantanamo sem que tenham sido sujeitos a um julgamento.
Os Estados Unidos defendem-se afirmando que a Convenção de Genebra não se aplica aos prisioneiros de Guantanamo. Washington considera que aqueles detidos são inimigos do país e continua a ser uma ameaça à segurança nacional.
Entretanto, grupos de defesa dos Direitos Humanos e a ONU instaram os EUA a encerrar as instalações de Guantanamo. A Amnistia Internacional reitera a necessidade de se realizar uma avaliação médica independente aos prisioneiros daquele campo de detenção.
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