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Correio da Manhã

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Médicos sem Fronteiras alarmados com mortalidade por Sida na África do Sul

No país, 4,2 milhões de pessoas recebem tratamento.
Lusa 20 de Novembro de 2017 às 16:29
Sida na África do Sul
Sida na África do Sul
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Sida na África do Sul
Os Médicos sem Fronteiras alertaram esta segunda-feira para a taxa "inaceitavelmente alta" de mortes que a Sida provoca na África do Sul, embora o país seja líder na melhoria de acesso a tratamentos antirretrovirais.

"Restam grandes desafios para reduzir a mortalidade das inaceitavelmente altas 180.000 mortes por ano", assinalou o coordenador da organização para aquele país, Amir Shroufi, reagindo aos números de um estudo mundial apresentado esta segunda-feira pelas Nações Unidas.

No estudo da ONU, indica-se que desde o ano 2000 quadruplicou o número de pessoas em tratamento em todo o mundo, que atingem hoje 20,9 milhões.

A doença, que é a fase mais avançada da infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), é um problema grave na África do Sul, onde 4,2 milhões de pessoas recebem tratamento, um aumento meteórico desde 2000, quando apenas pessoas eram tratadas.

"Para aumentar até 40 por cento das pessoas que ainda vivem com Sida e não estão a antirretrovirais, é preciso aumentar o acesso público a novas ferramentas, como o autodiagnóstico", afirmou Shroufi.

O objetivo da ONU é erradicar a Sida até 2030, contando-se 37 milhões de pessoas infetadas em todo o mundo.
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