Menina espanhola sobrevive a meningite mortal em 97% dos casos

Apenas uma dezena de pessoas sobreviveu à doença em todo o mundo.
12.10.18

Uma menina de 10 anos, de Toledo, em Espanha, sobreviveu a uma meningite amebiana primária (MAP) conhecida por "comer cérebros". A literatura científica regista cerca de apenas 400 casos da doença no mundo e 97% das pessoas infetadas pela ameba - o microrganismo responsável pela doença - morreram.

O caso é o primeiro registado no país. Investigações médicas concluíram que a menor adquiriu o agente contagioso na piscina pública que frequentava semanalmente na localidade de Torrijos. 

A ameba entra no corpo através do nariz, e chega depois ao cérebro, onde liberta enzimas que destroem os tecidos. Daí que se diga que "come cérebros". Os primeiros sintomas são de letargia e dor de cabeça, evoluindo depois para convulsões, paralisia e pode resultar na morte num prazo muito curto. 

No entanto, as análises mostram que a piscina tinha níveis de cloro e temperatura da água considerados seguros, avança o jornal El País.

A criança chegou ao hospital com sintomas de meningite, como dor de cabeça forte, febre e pescoço duro, mas os exames descartaram os diagnósticos de meningites comuns.

O Centro Nacional de Microbiologia e o Instituto Universitário de Enfermidades Tropicais e Saúde Pública de Canária foram chamados a colaborar com as investigações e identificaram a ameba responsável pela doença Naegleria fowleri pela primeira vez num caso humano em Espanha, explica a chefe da unidade do CNM, Isabel de Fuentes Corripio.

O tratamento aplicado à menina seguiu a literatura científica e utilizou o antibiótico e antifungíco anfotericina B, que foi eficaz em alguns casos no passado. Todavia, a paciente continua a ser observada pela possibilidade de efeitos colaterais da medicação.

O diretor geral de Saúde Pública da Junta de Castilla-La Mancha, Manuel Tordera, afirma que o caso é absolutamente excecional e, ao final das investigações, talvez seja necessário modificar as regras de manutenção das piscinas.

No entanto, ele pede à população que mantenha a calma, pois a o sítio em que a menina foi contaminada está fechado e não há risco.

 

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