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Menino assassinado em jogo de vídeo

A mãe de James Bulger, o menino britânico de dois anos assassinado em 1993 por dois rapazes de apenas dez anos, exigiu a saída do mercado de um jogo de vídeo que utiliza a fotografia de uma câmara de segurança na qual se vê um dos assassinos a raptar a criança.

21 de junho de 2007 às 00:00

Denise Fergus Bulger, que há anos luta pelo respeito para com a memória do filho, afirmou aos meios de comunicação que “o uso dessa fotografia tão terrível como parte de um jogo é doentio”.

Denise, de 37 anos, só recentemente soube da utilização da tragédia que vitimou James no jogo ‘Lei e Ordem’, lançado no mercado em 2003. No jogo de investigação criminal, baseado na série de TV com o mesmo nome, a fotografia de Bulger é usada como uma pista para os investigadores.

Ao tomar conhecimento do facto, Denise escreveu à produtora, a Global Software Publishing, acusando-a de desumanizar a memória do filho e de usar a sua imagem como se fosse propriedade pública. Em resposta a empresa retirou o jogo das lojas do Reino Unido e prometeu eliminar a fotografia de futuras versões do jogo.

Outro jogo de vídeo, o ‘Manhunt 2’, que chega ao mercado português este Verão, foi proibido pelo conselho britânico de classificação do audiovisual, BBFC, devido ao seu conteúdo “violento e sádico”. Produzido pela Rockstar, a mesma do igualmente polémico ‘Grand Theft Auto’, o jogo é o primeiro a ser proibido no Reino Unido desde que entrou em vigor a regulamentação destes produtos, em 1984. Em 2003 a primeira versão do ‘Manhunt’ escapou à justa à censura da BBFC.

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