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Correio da Manhã

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Menino em Bogotá é mesmo Emmanuel

O procurador-geral da Colômbia, Mario Iguarán, anunciou que existem “grandes probabilidades”, face aos testes de ADN já efectuados, de que a criança que se encontra num centro de acolhimento em Bogotá seja o filho de Clara Rojas, a refém que as FARC prometeram entregar à Venezuela juntamente com uma ex-congressista.
5 de Janeiro de 2008 às 00:00
“Existe uma probabilidade muito elevada de que Juan David pertença à família de Clara González de Rojas. Cientificamente não há uma certeza de 100%, mas no ADN de Juan David há “concordâncias” e “traços comuns” que “permitem afirmar” que o menino “pertence à família de Clara Rojas”, afirmou Iguarán. González de Rojas é mãe da política sequestrada.
A criança, que se encontra sob protecção do governo colombiano, aparece registada com o nome de Juan David Gómez Tapiero, mas tudo aponta para que se trate de Emmanuel, filho que a refém teve durante o cativeiro fruto de uma relação com um guerrilheiro das FARC.
A probabilidade de que os resultados do exame sejam positivos “será de 80%”, segundo a emissora La W, que citou fontes oficiais. No entanto, outros órgãos de Comunicação Social, como o canal Caracol TV, salientaram que o “procedimento não tem a contundência nem a fiabilidade suficientes para se concluir, de modo categórico, que se trata do filho de Clara Rojas”. “Os testes apontam para que o menino seja filho de Clara Rojas mas irá realizar-se um segundo exame em Espanha”, revela por seu lado fonte consultada pela Reuters. Recorde-se que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, revelou que as FARC não entregavam os reféns porque não tinham em seu poder Emmanuel, que se encontrava já num centro de acolhimento em Bogotá.
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