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Correio da Manhã

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Mensagens deixam Sérgio Moro em maus lençóis

Ex-juiz acusado de interferir e orientar investigações do Ministério Público.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 12 de Junho de 2019 às 08:56
Sérgio Moro, atual ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, nega ter cometido qualquer irregularidade
Sérgio Moro
Sérgio Moro
Sérgio Moro
Sérgio Moro, atual ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, nega ter cometido qualquer irregularidade
Sérgio Moro
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Sérgio Moro
Sérgio Moro, atual ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, nega ter cometido qualquer irregularidade
Sérgio Moro
Sérgio Moro
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A publicação pelo site The Intercept de mensagens em que o ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça do Brasil, aparentemente orienta procuradores e interfere em investigações do Ministério Público no âmbito da Lava Jato, nomeadamente no caso que levou à condenação do ex-presidente Lula da Silva, deixou o antigo magistrado numa situação muito difícil.

Além da forte repercussão política, nos meios jurídicos avança-se que processos julgados por Moro podem ser anulados, entre eles o que levou Lula para a prisão.

O juiz do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou ontem que, apesar de as mensagens reveladas terem sido obtidas de forma ilegal, as provas nelas contidas podem ser usadas, e outro juiz do mesmo tribunal, Marco Melo, avançou que a conduta de Moro torna muito difícil a concretização do maior sonho do ex-juiz, que é chegar ao Supremo.

Associações de juízes exigiram uma investigação rigorosa à conduta de Moro, que nas mensagens parece orientar os procuradores para conseguirem provas condenatórias.

No Brasil, este tipo de interferência está vedado aos magistrados, que têm de manter total isenção entre acusação e defesa.

Já a Ordem dos Advogados do Brasil aconselhou o antigo juiz a afastar-se do cargo de ministro até tudo ser esclarecido.

Supremo julga pedido de libertação de Lula
O Supremo Tribunal brasileiro começou ontem a julgar mais um recurso do ex-presidente Lula da Silva pedindo a anulação do processo em que foi condenado por corrupção no caso Tríplex e a libertação imediata do antigo governante por supostos erros processuais.

Na próxima semana, o mesmo tribunal vai julgar outro recurso de Lula pedindo igualmente a anulação do processo e da condenação, mas desta feita por suspeição do juiz do caso, Sérgio Moro, que a defesa acusa de parcialidade e de atuação política.
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