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Correio da Manhã

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Merkel assina pacto da grande coligação

A futura chanceler alemã e presidente da União Democrata Cristã (CDU), Angela Merkel, assinou ontem o pacto de coligação com os líderes da União Democrata Cristã da Baviera (CSU), Edmund Stoiber, e do Partido Social Democrata alemão (SPD), Matthias Platzeck.
19 de Novembro de 2005 às 00:00
Merkel, Platzeck (à esquerda) e Stoiber sorriem para os fotógrafos na apresentação do 'pacto de regime'
Merkel, Platzeck (à esquerda) e Stoiber sorriem para os fotógrafos na apresentação do 'pacto de regime' FOTO: Wolfgang Rattay/ Reuters
O acordo, recorde-se, consignado num documento de 191 páginas, foi alcançado na passada sexta-feira, após quase um mês de aturadas negociações,
Merkel, que vai a votos no Parlamento na próxima terça-feira, deverá depois converter-se, com toda a probabilidade, na primeira mulher à frente da Chancelaria da República Federal da Alemanha.
Na abertura da cerimónia de assinatura do pacto, Angela Merkel declarou estar empenhada em “dar vida” ao documento e ter como objectivos “sanear, investir e reformar”.
“Este documento, de momento, só é papel mas devemos esforçar-nos para que não fique no papel, para o encher com vida, trabalho e boa vontade”, afirmou Merkel. A futura chanceler expressou a esperança de que “o espírito de seriedade e competência” que presidiu às negociações de coligação, continue a imperar quando se tratar de governar dentro de uma grande coligação que será, recordou, a segunda da Alemanha.
A líder cristã-democrata salientou que o ‘lema’ do próximo governo alemão para assegurar crescimento económico, criação de emprego, preservar o sistema de segurança social e equilibrar o orçamento será “sanear, investir e reformar”. “A Alemanha quer voltar a estar entre os três países economicamente mais dinâmicos da Europa e continuar a desenvolver o papel de sócio europeu”, acrescentou Merkel.
Antes da assinatura do documento, Matthias Platzeck, líder do SPD, apontou como sendo da responsabilidade das três formações que integram a coligação fazer da Alemanha um país “blindado para o futuro” e disposto a assumir os grandes desafios do século XXI. Por seu turno, o líder da União Democrata Cristã da Baviera, Edmund Stoiber, insistiu na palavra “optimismo” e observou que, entre ver o copo meio vazio ou meio cheio, a sua opção seria a segunda.
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