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Correio da Manhã

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Michelle Bachelet vence presidenciais no Chile

Reafirmado propósito de fazer reformas profundas.
16 de Dezembro de 2013 às 17:17
Michelle Bachelet, Presidente eleita no Chile
Michelle Bachelet, Presidente eleita no Chile FOTO: AFP/Getty Images

A ex-presidente e candidata da oposição de esquerda Michelle Bachelet confirmou o favoritismo apontado pelas sondagens durante a campanha e venceu a segunda volta das eleições presidenciais realizadas no Chile, no domingo. Ao ter confirmada oficialmente a sua vitória, Bachelet reafirmou o propósito de fazer profundas reformas políticas no país, como prometeu durante as duas voltas da campanha.

Michelle Bachelet teve 62,2% dos votos válidos, a maior votação de um candidato à presidência no Chile após a democratização do país, em 1989, enquanto a sua adversária na segunda volta, a candidata governamental Evelyn Matthei, apoiada pelo presidente Sebastian Piñera, obteve 37,8%. Bachelet, que foi a primeira mulher a ser eleita presidente no Chile, tendo governado de 2006 a 2010, torna-se agora também a única chefe de Estado do país a ser eleito novamente em mais de 60 anos.

Logo após a confirmação da sua eleição, Michelle Bachelet foi visitada pela adversária, que antes disso tinha chorado muito ao saber da derrota, e recebeu uma chamada de Piñera saudando-a pela vitória. Bachelet, que toma posse em março, fez questão de reafirmar aos milhares de apoiantes aglomerados em frente a um hotel na capital do país, Santiago, onde ela acompanhou a votação, que o seu governo vai ser marcado por profundas reformas, nomeadamente da Constituição, a decretação da gratuitidade total no ensino e o aumento de impostos para as grandes empresas.

“Obrigada por fazerem com que esta cidadã igual a vocês seja hoje uma presidente tão afortunada”, afirmou Michele Bachelet à multidão eufórica, acrescentando: “agora o Chile olhou para si mesmo e decidiu que é o momento de iniciar transformações profundas. A vitória desta jornada é um sonho coletivo que triunfou.”

A eleição deste domingo foi marcada por uma elevada abstenção – cerca de 59% –, alguns incidentes sem influência no resultado final, como a ilha de Robinson Crusoé, no Oceano Pacífico, por não ter recebido as suas 350 cédulas de votação, e, mais pitorescamente, pela atrapalhação do atual presidente ao votar. Piñera, após votar, tentou sair rapidamente e deixou o voto aberto, foi chamado e fechou-o devidamente mas, novamente mostrando muita urgência em deixar a secção de votação, acabou por se esquecer de levar o seu bilhete de identidade.

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