Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
6

Milhares de católicos venezuelanos pedem liberdade e visita de Papa

Pedido foi feito durante a cerimónia de beatificação da Mãe Carmen Rendiles.
Lusa 17 de Junho de 2018 às 08:10
Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro
Venezuelanos
Venezuelanos
Venezuelanos
Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro
Venezuelanos
Venezuelanos
Venezuelanos
Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro
Venezuelanos
Venezuelanos
Venezuelanos
Milhares de venezuelanos pediram em Caracas, liberdade para a Venezuela e solicitaram ao Papa Francisco que visite o país em breve.

O pedido foi feito durante a cerimónia de beatificação da Mãe Carmen Rendiles como Beata pelo Vaticano, numa cerimónia que teve lugar no estádio de beisebol da Universidade Central da Venezuela. Rendiles é a terceira devota venezuelana beatificada, depois de Maria de San José e Candelária de San José.

"Papa Francisco, Papa Francisco", gritaram os católicos que pediram a Ângelo Amato, o enviado do Vaticano a Caracas, que o Santo Padre visite o país brevemente.

Os sacerdotes pediram aos venezuelanos para orarem e se unirem perante a grave crise político-social e económica que afeta a Venezuela.

O cardeal Baltazar Porras, arcebispo de Caracas, pediu ainda aos venezuelanos para que se concentrem nos "valores positivos" e se afastem da violência e do ódio.

A cerimónia de beatificação terminou com os milhares de católicos que nela participaram gritando "liberdade".

Carmen Rendiles foi beatificada depois de lhe serem atribuídos vários milagres de fé.

Entre eles está o da médica cirurgiã venezuelana Trinette Durán de Branger, que foi vítima de uma forte descarga elétrica quando realizava uma operação no Hospital Pérez Carreño de Caracas, em 2003.

A descarga queimou as luvas da médica e afetou três dedos de uma mão, paralisando depois o braço e causando incessantes dores.

Prestes ser operada, a médica apelou a Carmem Rendiles para que intercedesse na sua cura.

Em resposta, viu um raio de luz dirigir-se ao ombro e ficou restabelecida a mobilidade do braço e mãos, pelo que não chegou a ser operada.

Carmen Elena Rendiles Martínez nasceu em Caracas a 11 de agosto de 1903, sem o braço esquerdo. Dedicou a sua vida à religião tendo inclusive sido líder da Congregação de Servas de Jesus no Santíssimo Sacramento.

Faleceu a 9 de maio de 1977, devido a uma gripe. Os seus restos permanecem na Igreja do Colégio de Belém.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)