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Milhares de manifestantes contra a nova Lei do Aborto 'invadem' a capital polaca

Tribunal Constitucional decidiu que o aborto, em casos de malformações graves no feto, era inconstitucional.
Correio da Manhã 31 de Outubro de 2020 às 08:54
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Manifestações contra a nova lei do aborto em Varsóvia
Milhares de pessoas protestaram esta sexta-feira em Varsóvia, na Polónia, contra a nova polémica lei contra o aborto imposta pelo Governo.

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, estas foram as maiores manifestações no país desde a queda do Comunismo em 1989.

Nas ruas da capital polaca, várias pessoas vestiam roupas com um raio vermelho, aquele se tornou o símbolo representativo destas manifestações. Os manifestantes acreditam que o partido no poder, o Partido Lei e Justiça (PiS), está a tirar aos cidadãos cada vez mais liberdades que conquistaram após o fim do Comunismo.

A mais recente tem que ver com o Tribunal Constitucional que decidiu que o aborto era inconstitucional em casos de malformações graves no feto e que o Presidente polaco, Andrzej Duda, aprovou a 22 de outubro. Até então, o aborto legal só era permitido em três situações: em caso de violação ou incesto, malformações graves no feto ou perigo de vida para a mãe. A Polónia já tinha uma das leis de aborto mais restritivas da Europa. 

Os manifestantes creem que a medida vai contra os direitos humanos, violando a liberdade individual da mulher. Realçam ainda o trauma psicológico que pode representar para a mesma, no caso de um bebé nascer com malformações graves e morrer logo à nascença. De acordo com a nova lei, a mulher será forçada a dar a luz, se o fizer por via legal. O aborto nestas situações passa a ser então ilegal e as mulheres não poderão ter assistência médica.

Também nos protestos, e num país imensamente religioso, as pessoas mostraram raiva pela igreja.

Os protestos duraram toda a semana, sendo que a polícia estima que 430.000 pessoas inundaram as ruas em 400 manifestações em todo o país esta quarta-feira. Em tempos de pandemia de Covid-19, o Governo é ainda acusado de ter tomado a decisão nesta altura para tentar 'silenciar' as mulheres, uma vez que vigoram várias medidas restritivas para combater a doença na Polónia. A Polónia voltou a bater o recorde diário de infeções por coronavírus com 21.897 casos registados este sábado, segundo a Reuters.

Andrzej Duda, que foi diagnosticado com Covid-19 na semana passada, sugeriu entretanto que estaria disponível para um acordo.
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