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Correio da Manhã

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Milhares de nacionalistas e neonazis desfilam em Moscovo

Organizações dos mais variados sectores políticos manifestaram-se esta sexta-feira em várias cidades russas no Dia da Unidade Nacional.
4 de Novembro de 2011 às 11:55
Organizações dos mais variados sectores políticos manifestaram-se em várias cidades
Organizações dos mais variados sectores políticos manifestaram-se em várias cidades FOTO: Reuters

Há 400 anos, em Novembro de 1611, destacamentos compostos por soldados e civis russos expulsaram tropas polacas de Moscovo, que tinham ocupado a Rússia.   

Esta festa é celebrada desde 2005 e foi criada para desviar as atenções do 07 de Novembro, dia da revolução comunista de 1917.  

Num dos bairros periféricos de Moscovo, organizações nacionalistas e neonazis juntaram mais de sete mil manifestantes, entre os quais se viam principalmente jovens e menores.  

Numerosos manifestantes apareceram com máscaras nos rostos para não serem reconhecidos.  

Uma longa coluna começou a marcha ao som de palavras de ordem: "Rússia para os russos, Moscovo para os moscovitas!", "Russos, em frente!", "Chega de sustentar o Cáucaso!", "Havemos de chegar ao Kremlin!".  

Os nacionalistas defendem que Moscovo deve deixar de "queimar meios financeiros" no Cáucaso do Norte e expulsar originários dessa região da capital e de outras cidades russas.  

Os manifestantes levantavam os braços numa saudação semelhante à nazi, enquanto insultavam a polícia que mantinha a ordem no local: "Os bófias são a vergonha da Rússia!".  

Os nacionalistas também não simpatizaram com os numerosos jornalistas presentes, e agrediram um fotógrafo quando este se aproximou da coluna. 

Como medida preventiva, a polícia, ainda antes da manifestação, deteve Konstantin Krilov, um dos mais conhecidos líderes nacionalistas.  

O Partido Rússia Unida e a Frente Popular Unida, organizações dirigidas pelo primeiro-ministro Vladimir Putin, organizaram, no centro da capital russa, manifestações de apoio à política da actual direcção russa e para incentivar o povo a votar no seu partido.

Os oradores fizeram um paralelo entre os destacamentos armados de Minin e Pojarski, que combateram contra os polacos, e a Frente Popular Unida. 

"Minin e Pojarski dirigiram o movimento de libertação nacional. No fundo, é o mesmo que a Frente Popular Unida, mas no séc. XVII", declarou Alena Archinova, dirigente juvenil, perante cerca de 10 mil pessoas, frisando que "hoje, existem na Rússia grupelhos que tentam dividir o nosso país, que não desprezam o apoio estrangeiro e que se comportam como os traidores que, há 400 anos, entregaram Moscovo aos polacos".  
 
O Presidente russo, Dmitri Medvedev, e Vladimir Putin assinalaram o Dia da Unidade Nacional na cidade de Nijni-Novgorod, onde começou o levantamento contra as tropas polacas.

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