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Milhares em fúria lançam caos no Líbano

A contestação ao governo do primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, atingiu ontem uma das mais violentas jornadas nas principais cidades do país, com milhares de manifestantes a bloquearem ruas e a erguerem barricadas num dia de greve geral para pressionar a saída do chefe do executivo.
24 de Janeiro de 2007 às 00:00
Segundo agências locais, pelo menos três pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em confrontos entre partidários de Siniora e da oposição.
A meio do dia de ontem poucos libaneses ousaram sair de casa e os que foram trabalhar estiveram praticamente bloqueados. A estrada que liga Beirute a Damasco esteve cortada, assim como os acessos ao aeroporto da capital, onde 8 voos foram anulados. As forças de segurança e o Exército, utilizando blindados e soldados, tentaram reabrir algumas estradas, mas evitaram confrontos com os manifestantes.
Responsáveis pela maioria parlamentar denunciaram um “golpe de Estado” e apelaram às forças da ordem para reabrirem as estradas.
O primeiro-ministro apelou segunda feira à população para não responder ao pedido de greve da oposição, que visa, segundo ele, “sabotar” a conferência internacional sobre a ajuda económica ao Líbano que decorre amanhã em Paris, onde Siniora espera conseguir ajuda para reduzir a dívida pública estimada em 31,6 mil milhões de euros.
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