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Correio da Manhã

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Milhares evacuados

O violento sismo que abalou o Japão levou dezenas de países da bacia do Pacífico a declararem o alerta de tsunami. As primeiras vagas atingiram o Hawai, sem causar estragos, mas mataram pelo menos uma pessoa na Califórnia.
12 de Março de 2011 às 00:30
Centenas de pessoas em fuga em Santa Elena, Equador
Centenas de pessoas em fuga em Santa Elena, Equador FOTO: Stringer/Reuters

Embora países a sul do Japão como a Austrália, a Nova Zelândia e a Indonésia, tenham entretanto anulado o alerta, no continente americano, do México ao Chile, as populações de zonas costeiras foram evacuadas ou instadas a procurar áreas mais seguras. Foi esse o caso no Equador, na Guatemala, nas Honduras, em El Salvador ou no Peru, entre outros países.

O México temia a chegada de ondas de dois metros e no Chile, ainda a braços com estragos do sismo e do tsunami de Fevereiro de 2010, o governo mantém o alerta e evacuou a Ilha de Páscoa.

"NÃO SE PODE PREVER NADA": Idalina Veludo, Geofísica do Instituto de Meteorologia

Correio da Manhã – Como se caracteriza este terramoto?

Idalina Veludo – Foi um sismo numa zona de subducção, com a placa tectónica do Pacífico a mergulhar sobre a Norte-Americana. Estes são os regimes tectónicos que provocam os grandes sismos.

– O que vai acontecer nos tempos mais próximos?

– Não se pode prever nada. Nos últimos dois dias tivemos vários sismos percursores. Mas só são percursores porque se deu este grande sismo. Agora o que será expectável e vai acontecer são réplicas.

– O que são e durante quanto tempo se farão sentir?

– Toda aquela zona mexeu. As réplicas não são mais do que a rocha a voltar ao sítio. É como se fosse a poeira a assentar, mas numa escala muito maior. Vão ser sentidas ao longo dos próximos meses, com intensidades variáveis.

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