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Milhares marcham em Hong Kong pela libertação dos cinco livreiros desaparecidos

Desaparecidos trabalhavam numa livraria conhecida pelas obras críticas do regime de Pequim.

10 de janeiro de 2016 às 11:23

Milhares de manifestantes marcharam este domingo pelo centro de Hong Kong para exigir a libertação de cinco livreiros dados como desaparecidos e que foram, alegadamente, detidos pelas autoridades chinesas.

Todos os desaparecidos trabalhavam na livraria Causeway Books ou na casa editora associada (Mighty Current) -- conhecida pelas obras críticas do regime de Pequim e do Partido Comunista chinês e, portanto, popular entre muitos turistas do interior da China, dado que lhes veem vedado o acesso a este tipo de leituras.

O desaparecimento tem alimentado o receio de que as liberdades estarão a ser postas em causa em Hong Kong, região semiautónoma da China, o que já levou a União Europeia e os Estados Unidos da América a expressarem preocupação com esta situação.

O mais recente desaparecimento diz respeito a Lee Bo, de 65 anos, que foi visto pela última vez no dia 30 de dezembro, no armazém da Mighty Current, em Hong Kong, num caso que ocorreu semanas depois de quatro dos seus associados terem desaparecido em circunstâncias idênticas e que continua envolto em mistério.

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