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Correio da Manhã

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MILITAR DOS EUA ENFRENTA TRIBUNAL MARCIAL

Num esforço desesperado para mitigar os efeitos do escândalo desencadeado pela publicação de fotos de abusos e maus-tratos praticados na prisão de Abu Ghraib, nos arredores de Bagdad, os EUA levam hoje a tribunal marcial o primeiro de sete soldados acusados de torturar os presos iraquianos.
19 de Maio de 2004 às 08:11
Jeremy C. Sivits
Jeremy C. Sivits FOTO: d.r.
Jeremy C. Sivits, de 24 anos, oriundo da Pensylvânia, membro da Compania 372 da Polícia Militar, responde em Bagdad por acusações de maus-tratos e fuga ao dever de proteger os presos, arriscando uma pena máxima de um ano de prisão, perda de vencimento e despromoção.
Sivits já afirmou que vai declarar-se culpado das acusações que pendem sobre si, preparando-se para dizer em tribunal que tirou várias fotografías aos presos, mas que nunca contou o que se passava aos seus superiores. A defesa do militar passa por acusar outros companheiros.
Pela implicação nos abusos e maus-tratos infligidos aos prisioneiros iraquianos, Sivits enfrenta uma pena que pode chegar a um ano de prisão. Organizações de defesa dos Directos Humanos já desvalorizaram o julgamento alegando que Sivits aceitou colaborar e acusar os colegas em troca de benefícios.
Três outros acusados – os sargentos Javal Davis e Ivan Frederick e o cabo Charles Graner -, que enfrentam acusações mais graves, vão a tribunal amanhã e três mulheres, igualmente implicadas no caso, não têm ainda data marcada para o julgamento.
Entretanto, a CIA classificou de “fundamentalmente falsa” a notícia da revista ‘New Yorker’, segundo a qual havia um plano secreto aprovado pelo Pentágono para extorquir informação aos presos, plano esse que terá descarrilado, motivando os casos de tortura.
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