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Militar que matou 13 pessoas condenado à morte

Major Nidal Hasan, psiquiatra no exército, foi condenado à morte depois do massacre na base militar do Texas em 2009
28 de Agosto de 2013 às 21:16

O júri militar condenou à morte o Major que em 2009 assassinou 13 pessoas, na sua maioria soldados desarmados, e feriu mais de 30, na base militar de Fort Hood, no Texas. O Major condenado afirmou que cometeu o crime como retaliação pelas guerras dos Estados Unidos no mundo muçulmano.

O Major Nidal Hasan, psiquiatra no Exército, gritou “Allahu akbar” ('Deus é grande', em árabe) durante o ataque e que disse mais tarde que queria ser um mártir enfrenta a pena de morte por injeção letal pelo ataque que feriu 31 pessoas e matou 13 na base militar central do Texas, onde disparou semanas antes de ir em missão para o Afeganistão.

Estas sentenças são raras no Exército, cuja última execução de um membro das forças armadas foi há 52 anos atrás. Hasan, de 42 anos, torna-se assim o sexto homem no corredor da morte na prisão militar, Fort Leavenworth, no Kansas.

O júri militar é composto por 13 Oficiais e a deliberação da sentença demorou cerca de duas horas.

Hasan abriu fogo num centro médico na base do Texas, uma das maiores dos EUA, a 5 de novembro de 2009.

No discurso de abertura no tribunal, a 6 de agosto, Hasan admitiu que era o atirador e que tinha mudado de lado, naquilo que considerava ser uma guerra dos EUA contra o Islão. Desde então que não disse mais nada ao júri sobre o que o motivou.

Testemunhas afirmaram que Hasan, um muçulmano nascido na América, gritou “Allahu akbar”.

A sentença de morte de Hasan desencadeia um processo de recurso automático e demorado, normalmente no mínimo de quatro anos, de acordo com autoridades militares. A execução militar exigiria a aprovação do comandante-geral de Fort Hood e do presidente dos EUA, para que pudesse acontecer.

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