Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
5

Militares ameaçam líder guineense

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Luís Vaz Martins, foi ameaçado de morte na sede da instituição, em Bissau, por um militar à paisana armado, tendo sido obrigado a refugiar-se logo depois numa embaixada. A ameaça de morte surgiu depois de Luís Vaz Martins ter proferido duras críticas às Forças Armadas por causa da forma como na terça-feira 15 militares espancaram o antigo primeiro-ministro guineense Francisco Fadul.

3 de Abril de 2009 às 00:30
Militares guineenses são acusados de ameaçar e de espancar quem os critica. Na foto pequena, Luís Vaz Martins, presidente da Liga dos Direitos
Militares guineenses são acusados de ameaçar e de espancar quem os critica. Na foto pequena, Luís Vaz Martins, presidente da Liga dos Direitos FOTO: Tiago Petinga, Lusa

Em declarações ao Correio da Manhã, Luís Vaz Martins contou como tudo aconteceu: "Por volta das 17h45 de quarta-feira, um militar, não identificado, chegou à sede da Liga e perguntou aos funcionários onde eu estava e onde morava. Depois de ter sido informado de que eu não estava e de que não sabiam onde residia, o indivíduo, indignado, começou a proferir injúrias contra mim, exibindo uma pistola e ameaçando-me de morte."

Um mês depois do duplo assassinato do presidente Nino Vieira e do chefe dos militares Tagma Na Waie, é a terceira vez que os militares ameaçam e espancam civis. Primeiro foi o advogado Pedro Infanda, seguiu-se Francisco Fadul e agora Luís Vaz Martins. Fontes em Bissau afirmam que reina um clima de medo em Bissau. Ninguém pode falar contra os militares sem que estes não reajam violentamente.

O Governo português está "extremamente preocupado" com os mais recentes acontecimentos, disse o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)