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Correio da Manhã

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Militares querem travar protestos na Ucrânia

Chefes do Exército reuniram-se com o ministro da Defesa e pediram ao presidente "medidas de emergência" para restabelecer a paz social.
1 de Fevereiro de 2014 às 11:15
Ativistas ensinam civis a protegerem-se da polícia. Foi encontrado um oposicionista gravemente ferido por torturas
Ativistas ensinam civis a protegerem-se da polícia. Foi encontrado um oposicionista gravemente ferido por torturas FOTO: Aris Messinis/AFP e Reuters

Após dois meses de silêncio, o Exército decidiu assumir papel ativo na explosiva situação que se vive na Ucrânia e pressiona agora o presidente Viktor Yanukovich a tomar "medidas de emergência" para restabelecer a paz social.

No final de uma reunião da cúpula militar, um comunicado do Ministério da Defesa informou ontem que "os militares apelam ao chefe supremo das Forças Armadas [chefe de Estado] para tomar medidas de emergência, no espírito da lei, para estabilizar o país". Os participantes na reunião castrense, na qual esteve o titular da Defesa, Pavel Lebedev, sublinharam ser "intolerável" a ocupação, pela força, de instituições públicas e "tentativas de impedir os representantes eleitos de cumprirem as suas funções".

A legislação ucraniana, recorde-se, não contempla a intervenção dos militares em conflitos sociais, a menos que seja declarado o estado de exceção. Medida que daria algum fôlego a Yanukovich, cada vez mais refém da decisão de recusa da parceria com a UE, desejada por grande parte da população pró-europeia, em prol da ancestral ligação à Rússia, que promete o ‘milagre’ da ajuda financeira. Na quinta-feira, o presidente surpreendeu ao revelar que estava de baixa médica devido a "infeção respiratória", mas ontem promulgou a amnistia aos detidos nos protestos de rua e a anulação da restritiva legislação contra a liberdade de associação e manifestação.

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