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Correio da Manhã

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Ministro em greve contra amnistia

O ministro italiano das Infra-estuturas, Antonio Di Pietro, entrou ontem em greve para protestar contra um polémico projecto-lei que visa reduzir a sobrelotação das prisões através da libertação de cerca de 12 mil prisioneiros. Aquele responsável considera que se a medida for aprovada beneficiará os criminosos detidos.
26 de Julho de 2006 às 00:00
Di Pietro (ao centro) afirma que a lei inutiliza dez anos de trabalho
Di Pietro (ao centro) afirma que a lei inutiliza dez anos de trabalho FOTO: Giulia Muir, Epa
O ministro, um antigo magistrado anticorrupção, afirmou que se a lei for aprovada tornará inútil uma década de trabalho contra os chamados crimes de ‘colarinho branco’ e será uma ‘prenda’ para os presos. “Esta lei deita por terra dez anos de actividade criminal nas áreas da economia e das finanças”, declarou o ministro, líder do partido Itália dos Valores, que integra o governo de centro-esquerda liderado por Romano Prodi. Di Pietro explicou que se auto-suspendeu do cargo de ministro das Infra-estuturas, mas esclareceu que não se demitirá do governo por não pretender contribuir para a sua queda.
Refira-se que o projecto-lei, que conta com o apoio da oposição, liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, deverá ser aprovado pelo Parlamento durante a próxima semana. Se tal vier a acontecer, serão anuladas as penas até três anos de prisão por crimes cometidos antes de 2 de Maio deste ano. Não abrangidos serão determinados tipos de crime, incluindo actividades da máfia, terrorismo, tráfico de drogas em larga escala e pedofilia.
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