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Ministro interino requisita avião militar para ir à Índia e é demitido por Bolsonaro

Presidente do Brasil considera que o que aconteceu é "inadmissível".
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 28 de Janeiro de 2020 às 13:49
Vicente Santini (à direita)
Bolsonaro
jair bolsonaro
Vicente Santini (à direita)
Bolsonaro
jair bolsonaro
Vicente Santini (à direita)
Bolsonaro
jair bolsonaro

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, anunciou ao início da manhã desta terça-feira, que demitiu o ministro interino da Casa Civil, Vicente Santini, por uso indevido de uma aeronave militar para viajar até à Índia. Bolsonaro fez o anúncio assim que desembarcou do avião presidencial que o levou de regresso a Brasília após uma viagem àquele país asiático.

Jair Bolsonaro afirmou que a decisão de demitir Santini era um ato pessoal, como Presidente da República, e que depois falaria com o titular da pasta da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que está temporariamente licenciado do cargo. O governante considerou inaceitável que o ministro interino tenha requisitado um avião da Força Aérea Brasileira para ir ter com ele à Índia, onde fez uma visita oficial para assinar acordos de cooperação nas áreas de segurança cibernética, medicina, tecnologia e agricultura e onde foi o convidado de honra do governo indiano no Republic Day, que se comemorou sábado, e assinala o dia da independência daquele país.

"É inadmissível o que aconteceu. Já está destituído de executivo do Onyx, que está licenciado do cargo. É uma decisão minha, depois falo com o Onyx", afirmou Jair Bolsonaro ao chegar a Brasília depois da viagem de regresso do Oriente.

Vicente Santini era secretário executivo da Casa Civil, o segundo posto da pasta, e estava interinamente a substituir o titular. Tendo ido representar o Brasil em Davos, no final do encontro mundial Santini requisitou um avião da FAB para o ir buscar à Suiça e levá-lo para a índia, para se juntar à comitiva de Bolsonaro.

Os ministros brasileiros têm o direito de requisitar aviões militares para missões oficiais, mas, além de Santini ocupar o cargo apenas interinamente, a ida dele à Índia não era exatamente um caso de grande interesse para o país, muito menos uma emergência. Além disso, exatamente para reduzir custos aos cofres públicos, a maior parte dos ministros da comitiva de Jair Bolsonaro na visita ao país do Oriente viajou em aviões comerciais, evitando o gasto elevado provocado por Santini para viajar sozinho.

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