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Ministros brasileiros perdem apoio e podem cair

Dois ministros do governo Dilma Rousseff, que têm tido os seus nomes mais associados a irregularidades e pouca acção do que a competência ou realizações, podem estar à beira de cair.
23 de Agosto de 2011 às 15:24
Dois ministros do governo Dilma Rousseff, que têm tido os seus nomes mais associados a irregularidades e pouca acção do que a competência ou realizações, podem estar à beira de cair
Dois ministros do governo Dilma Rousseff, que têm tido os seus nomes mais associados a irregularidades e pouca acção do que a competência ou realizações, podem estar à beira de cair FOTO: Reuters

Mário Negromonte, das Cidades, e Pedro Novaes, do Turismo, perderam nas últimas horas o apoio dos seus respectivos partidos e a sua queda do governo, de onde Dilma já demitiu quatro ministros desde Junho, pode ser questão de pouco tempo.

Negromonte, que é do Partido Progressista, PP, e foi há dias acusado por uma revista de ter oferecido uma mesada de 13 mil euros a parlamentares que o apoiassem na sua luta pelo controlo do partido, negou a acusação mas ficou muito desgastado, tanto com Dilma Rousseff quanto com os seus correlegionários. Tanto que o grupo parlamentar do PP na Cãmara dos Deputados, que indicou Negromonte ao cargo, numa manobra de surpresa destituiu o líder do grupo, aliado do ministro, e elegeu um desafecto do governante.

Pedro Novaes, do Turismo, que foi uma indicação pessoal do ex-presidente da República José Sarney, está ainda em pior situação. Um grupo de 35 deputados do seu partido, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, PMDB, enviou uma carta a Dilma Rousseff pedindo que Novaes seja destituído e que outro indicado pelo partido assuma a pasta.

Novaes tem sido alvo de inúmeras denúncias de participar num mega-esquema de desvio de fundos do seu ministério ou de, pelo menos, não ter combatido esse esquema, responsável pelo desvio de milhões de euros, pagos a empresas que não existem ou não prestaram os serviços cobrados.

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