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Correio da Manhã

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Misses forçadas a prostituir-se

O escândalo rebentou na Áustria, depois de uma mulher, de 44 anos, ter confessado que, durante anos, recrutou jovens participantes em concursos de beleza para as forçar à prostituição no âmbito de uma rede internacional.
15 de Dezembro de 2007 às 00:00
A suspeita, cuja identidade não foi divulgada, foi detida na sequência de uma investigação conjunta das polícias austríaca, checa e francesa, que se prolongou durante vários meses. Até agora, há a confirmação de mais de 150 mulheres vítimas da rede, mas a operação policial continua em aberto, acreditando as autoridades que o número poderá vir a aumentar.
A principal suspeita, detida no passado dia 15 de Novembro no Norte da Áustria, dirigia uma rede de serviços de acompanhantes, com colaboradores em diversos países. Com concursos de beleza como fachada, a organização recrutava jovens em países da Europa de Leste, União Europeia e América Latina, forçando-as depois a trabalhar como prostitutas. Procedentes de vários países europeus, os clientes chegavam a pagar até 10 mil euros/dia para estar com estas mulheres, com idades compreendidas entre os 20 e os 25 anos.
Segundo o diário austríaco ‘Die Presse’, a mulher já havia trabalhado com uma rede libanesa que operava no Sul de França e que foi desmantelada em Agosto. A investigação teve início após uma denúncia de duas venezuelanas que haviam viajado para Paris para participar numa sessão fotográfica e que foram forçadas a prostituir-se. O jornal refere ainda que um homem ligado à rede de prostituição foi detido na República Checa, onde outras quatro pessoas são suspeitas de ligações à organização.
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