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Mladic recusa pronunciar-se em Tribunal

Ratko Mladic afirmou hoje, perante o Tribunal da ONU, que é um "homem gravemente doente" e, como tal, recusou pronunciar-se sobre as acusações de que terá orquestrado as piores atrocidades de uma guerra que provocou a morte de 100 mil pessoas.
3 de Junho de 2011 às 11:02
Ratko Mladic recusou pronunciar-se em Tribunal sobre as acusações de que é alvo
Ratko Mladic recusou pronunciar-se em Tribunal sobre as acusações de que é alvo FOTO: Reuters

Questionado pelo juiz Alphons Orie sobre se compreendia os seus direitos enquanto suspeito do Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Jugoslávia, o ex-comandante militar dos sérvios da Bósnia disse que está gravemente doente e que precisa de mais tempo para conhecer as acusações.

Mladic acrescentou que não quer que "uma única letra ou frase" da sua acusação seja lida em tribunal e, quando foi questionado por Orie sobre se queria declarar-se culpado ou inocente, respondeu que não queria pronunciar-se sobre "acusações chocantes".

O juiz-presidente marcou a próxima audiência para 4 Julho, em cumprimento do prazo de 30 dias de que Mladic pode beneficiar para se pronunciar sobre as acusações de que é alvo.

Esta foi a primeira vez que Mladic compareceu no Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia em Haia. O general foi detido no dia 26 de Maio, no norte da Sérvia, depois de 16 anos em fuga, e transferido para Haia, sede do TPI para a ex-Jugoslávia, na terça-feira.

Mladic é alvo de 11 acusações - duas de genocídio, quatro de crimes de guerra e cinco de crimes contra a humanidade, todas cometidos durante a guerra da Bósnia (1992-1995).

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