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Moçambique admite "medidas extraordinárias" para combater ataques no norte do país

Ataques reivindicados por elementos que se apresentam como extremistas islâmicos causaram mais de 200 mortos.
Lusa 5 de Julho de 2019 às 20:20
O chefe de Estado moçambicano foi empossado a 15 de janeiro
O chefe de Estado moçambicano foi empossado a 15 de janeiro FOTO: António Silva/Lusa

O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, admitiu esta sexta-feira "medidas extraordinárias" em parceria com multinacionais que exploram gás natural para lidar com os ataques no norte do país, rejeitando apontar como causas o extremismo islâmico.

"Nós, como Governo, como moçambicanos, não gostaríamos que os nossos parceiros ficassem em pânico. Há muita colaboração entre nós e multinacionais que estão a explorar gás nessa zona, teremos que tomar medidas, nem que sejam extraordinárias, para ver se esse processo não ofusca o crescimento de Moçambique naquela região", afirmou Filipe Nyusi, numa entrevista à Lusa e à Euronews à margem do EurAfrican Forum, que decorre até esta sexta-feira em Carcavelos, Cascais.

Os ataques no norte, reivindicados por elementos que se apresentam como extremistas islâmicos, já causaram mais de 200 mortos, perto de uma das maiores reservas de gás natural do mundo e que Moçambique vê como a solução para sair do ciclo de pobreza em que parte do país tem estado mergulhado.

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