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Correio da Manhã

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Moçambique: Apreendidos medicamentos desviados do circuito público

Dois homens foram detidos nesta segunda-feira e mais de 200 quilos de produtos médicos e farmacêuticos desviados do circuito oficial e vendidos em mercados paralelos, foram apreendidos numa operação das autoridades policiais e sanitárias em Manica, no centro de Moçambique.
17 de Outubro de 2011 às 11:17
Medicamentos contra a malária, antibióticos e seringas são alguns dos materiais desviados para o mercado paralelo
Medicamentos contra a malária, antibióticos e seringas são alguns dos materiais desviados para o mercado paralelo FOTO: Direitos reservados

Do material confiscado, constam medicamentos contra a malária, antibióticos, anestésicos, analgésicos, penicilina-bezentinica, bem como seringas, soros, termómetros, luvas, redes mosquiteiras e embalagens plásticas de uso exclusivo dos serviços de saúde público, retirados em três principais mercados da capital de Manica, Chimoio. 

Este negócio paralelo era assegurado por jovens que os vendiam nos mercados. Os medicamentos foram desviados do circuito oficial e envolvia trabalhadores da área de saúde e de farmácias de Chimoio. Os medicamentos eram transportados em maletas, nos bolsos e muitas vezes comercializados à vista de todos, estendidos em panos no chão, na entrada dos mercados.

Segundo Constantino Guambe, da Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) em Chimoio, a operação pretende parar com a proliferação de fármacos nos mercados informais e desmantelar a rede de roubo de medicamentos do circuito oficial.  

"Alguns medicamentos estão fora do prazo e ou deteriorados por exposição a altas temperaturas durante a venda. Outro material apreendido é de uso exclusivo dos serviços de saúde do Zimbabué, o que presume que o grupo actua em rede de contrabando de medicamentos", referiu Constantino Guambe. 

Agostinho Estevão, inspector farmacêutico na Direcção Provincial de Saúde (DPS) de Manica, apelou à população para não comprar medicamentos no mercado informal, pois a sua administração pode pôr em perigo a saúde.

"Estes fármacos podem provocar intoxicação por deterioração ou por hiperdosagem devido à falta de conhecimento farmacêutico. A população deve comprar os medicamentos em clínicas públicas ou privadas com condições estabelecidas ", informou Agostinho Estêvão.  

Segundo a mesma fonte, uma acção institucional está em curso para travar a onda de desvio de medicamentos dos depósitos e farmácias públicas, através de uma maior fiscalização do circuito de gestão e distribuição de medicamentos.  

Moçambique Manica contrabando medicamentos
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