Diretora-nacional adjunta da Saúde avançou que Moçambique espera alcançar a imunização coletiva através da combinação das vacinas até agora disponíveis.
Moçambique quer vacinar 16 milhões de pessoas contra a covid-19 até 2022, meta que corresponde a toda a população elegível à inoculação no território nacional, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Saúde.
"Vamos fazer de tudo para que toda a população elegível seja vacinada até 2022 e para isso teremos de saber gerir o processo de vacinação", afirmou a diretora nacional adjunta da Saúde, Benigna Matsinhe.
Benigna Matsinhe falava aos jornalistas sobre o lançamento do plano de vacinação contra a covid-19, que será dirigido esta tarde pelo primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário.
Num cenário mais otimista, a meta de vacinação contra a covid-19 em Moçambique pode ser atingida até ao final do primeiro trimestre do próximo ano e num panorama mais conservador até ao final do próximo ano, acrescentou.
"Será um processo extremamente longo e difícil, tendo em conta as dificuldades financeiras do nosso país e a complexidade na produção de disponibilidade das próprias vacinas", enfatizou Benigna Matsinhe.
Aquela responsável assinalou que o universo de pessoas a vacinar até ao próximo ano exclui crianças menores de 15 anos e gestantes, uma vez que as vacinas até agora disponíveis no mundo não foram testadas em indivíduos daqueles grupos populacionais.
A diretora-nacional adjunta da Saúde avançou que Moçambique espera alcançar a imunização coletiva através da combinação das vacinas até agora disponíveis.
Além das 200 mil doses da vacina Verocell oferecidas em fevereiro pela China e que serão usadas para a campanha de vacinação que é lançada hoje, o país vai recorrer aos fármacos disponíveis através da iniciativa internacional Covax, um mecanismo coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuir vacinas a países pobres.
"Vamos explorar todas as opções de vacinas disponíveis, quer através de mecanismos bilaterais, quer multilaterais, como a Covax", frisou Benigna Matsinhe.
Matsinhe mostrou confiança na adesão da população moçambicana à vacinação contra a covid-19, defendendo uma campanha de comunicação eficaz para "apagar os medos" sobre a eficácia das vacinas.
O país, continuou, vai realizar estudos e monitorizar os resultados da administração das vacinas contra a covid-19, por forma a apurar o seu grau de efetividade.
A campanha de vacinação que vai ser lançada hoje prevê a imunização de cerca de 60 mil profissionais de saúde, número que vai absorver cerca de 60% das 200 mil doses doadas pela China
Moçambique soma um total de 653 mortes por covid-19 e 59.607 casos de infeção, dos quais 69% são considerados recuperados e 205 estão internados (70% destes na cidade de Maputo).
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