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Moçambique: Menor raptada e morta para extracção de órgãos

Uma menina de seis anos morreu depois de envenenada, violada sexualmente e extraídos os órgãos genitais num bairro da cidade de Tete, província com mesmo nome, centro de Moçambique.
14 de Fevereiro de 2012 às 15:19
Menina de seis anos morreu depois de ser envenenada, violada e de lhe terem extraído os órgãos genitais
Menina de seis anos morreu depois de ser envenenada, violada e de lhe terem extraído os órgãos genitais FOTO: Ricardo Cabral

Jaime Bazo, porta-voz do comando da polícia em Tete, disse à agência Lusa que Sónia Adelino José foi retirada da sua residência, no bairro Samora Machel, onde dormia com os seus dois irmãos menores, e levada para um lugar deserto onde viria a ser assassinada. O crime ocorreu na madrugada de quinta-feira última, mas só hoje foi revelado pela polícia.

"Exames preliminares da equipa médica que se deslocou ao local do crime indicam que a vítima foi envenenada antes de ser violada sexualmente e extraídos os órgãos genitais. A polícia está a trabalhar para esclarecer este crime inédito" disse à Lusa Jaime Bazo.

O responsável acrescentou que se supõe que a mutilação dos órgãos genitais da menor esteja ligada a práticas "obscuras" e que se trata do primeiro rapto de menores que ocorre na província de Tete este ano.

"São comuns casos de raptos de menores que a polícia tem esclarecido. Este é o primeiro caso este ano e único deste género registado pela polícia", indicou à Lusa Jaime Bazo, referindo que, em 2011, houve apenas um caso de rapto.

No ano passado a polícia de Tete, deteve um casal na posse de vários órgãos humanos, supostamente extraídos de túmulos de um cemitério tradicional, nos arredores da cidade capital. Os envolvidos confessaram pretender "adquirir riqueza".    

Em Moçambique, sobretudo no centro do país, é frequente o registo de casos de violação sexual de menores e extracção de órgãos genitais, ligados à prática de feitiçaria para o "enriquecimento ilícito".

Os curandeiros "usam sangue de virgens" para um ritual tradicional para o enriquecimento, sendo que alguns pais chegam a violar as suas próprias filhas, indicou uma fonte ligada à Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO).

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