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Correio da Manhã

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Moçambique quer uma ONU reformada

Alerta na Conferência Ásia-África, em Jacarta.
23 de Abril de 2015 às 11:40
Os métodos de trabalho do Conselho de Segurança devem ser alvo de uma reforma, para este organismo "se adaptar ao mundo moderno"
Os métodos de trabalho do Conselho de Segurança devem ser alvo de uma reforma, para este organismo 'se adaptar ao mundo moderno' FOTO: Reuters

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Oldemiro Baloi, defendeu esta quinta-feira, num discurso na Conferência Ásia-África, em Jacarta, que a Organização das Nações Unidas deve sofrer uma reforma para "se adaptar ao mundo moderno".


Perante representantes de 105 países africanos e asiáticos, o chefe da diplomacia moçambicana considerou que este ano, no qual se assinala o 70.º aniversário da ONU, é tempo "ampliar o Conselho de Segurança e torná-lo mais representativo".


Os métodos de trabalho do Conselho de Segurança devem ser alvo de uma reforma, para este organismo "se adaptar ao mundo moderno", reforçou, referindo-se a um dos temas em análise na conferência.


O Conselho de Segurança é composto por 15 membros, sendo cinco permanentes e com poder de veto - Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China - e os demais eleitos para mandatos de dois anos, mas os países asiáticos e africanos reunidos em Jacarta querem alterar as regras.


Oldemiro Baloi considerou que os princípios que marcaram a Conferência de Bandung em 1955 - a luta contra o domínio das principais potências mundiais e a defesa da independência, da paz e da prosperidade económica nas duas regiões - são ainda atuais.

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