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Monumento de Trump em Washington batizado "Arco do Triunfo" dos EUA 

Plano inclui também duas águias e quatro leões no monumento, que será instalado entre o Memorial Lincoln e o Cemitério Nacional de Arlington.

16 de abril de 2026 às 01:20

A Casa Branca afirmou quarta-feira que o monumento a inaugurar em Washington para as comemorações dos 250 anos da independência, por iniciativa do Presidente Donald Trump, terá o nome de "Arco do Triunfo dos Estados Unidos".

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou o nome numa conferência de imprensa, sublinhando que a estrutura terá 250 pés de altura (equivalente a 76 metros), "em tributo aos 250 anos" da independência do país, que se comemoram a 04 de julho.

"Em homenagem a esta ocasião histórica", Donald Trump e a sua administração apresentarão os planos para o "Arco do Triunfo dos Estados Unidos", afirmou Leavitt.

O plano do monumento, divulgado na semana passada pela Comissão das Artes norte-americana, prevê uma figura semelhante à Estátua de Liberdade de Nova Iorque, com as inscrições "Uma Nação Sob Deus" e "Liberdade e Justiça para Todos", cravadas a ouro.

O plano inclui também duas águias e quatro leões no monumento, que será instalado entre o Memorial Lincoln e o Cemitério Nacional de Arlington.

Para Donald Trump, é um desígnio de há 200 anos da capital norte-americana.

"Foi interrompido por uma coisa chamada a Guerra Civil, por isso nunca foi construído. Depois, quase construíram algo em 1902, mas nunca aconteceu", explicou o Presidente norte-americano em fevereiro.

Trump iniciou também a construção de um novo salão de baile na Casa Branca, demolindo a Ala Leste do edifício histórico.

O Presidente celebra este ano, em junho, o 80.º aniversário, sendo já o chefe de Estado mais idoso a exercer o cargo.

Para o 250.º aniversário da independência estão em preparação um conjunto pouco usual de eventos, incluindo uma corrida de fórmula Indy pelas ruas de Washington, DC e combates de luta livre na Casa Branca.

Trump, bilionário do setor imobiliário que é proprietário de uma torre com o seu nome na prestigiada Quinta Avenida de Nova Iorque, tem paralelamente procurado colocar o seu nome em edifícios e instituições, o que geralmente é feito em homenagem a presidentes quando deixam o cargo ou após a sua morte.

Em dezembro, o conselho de curadores do Kennedy Center - escolhido pelo Presidente republicano - votou a renomeação desta prestigiada instituição cultural de Washington como "Trump Kennedy Center".

O governo Trump anunciou também o lançamento de uma nova classe de grandes navios de guerra que terão o seu nome.

O Departamento do Tesouro confirmou ainda a existência de um plano para uma moeda comemorativa de um dólar com a imagem de Trump, embora as leis proíbam colocar em notas a imagem de um Presidente em funções ou vivo.

Segundo vários media, incluindo a CNN e a NBC, Trump quis que o seu nome fosse dado a dois dos locais mais movimentados dos Estados Unidos: a Penn Station, em Nova Iorque, e o Aeroporto Internacional Dulles, em Washington.

Citando fontes anónimas, os media relataram este mês que Trump ofereceu ao líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, a libertação de mais de 16 mil milhões de dólares (13,5 mil milhões de euros) em fundos federais congelados pela sua administração, destinados a um grande projeto de túnel ferroviário entre Nova Iorque e Nova Jérsia, caso o político democrata concordasse em ajudar a renomear a estação ferroviária e o aeroporto.

Schumer, também senador por Nova Iorque, rejeitou a proposta, segundo as referidas fontes.

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