Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
4

MORDOMO DESMENTE GRAVIDEZ DE DIANA

O antigo mordomo de Diana, Paul Burrell, assegurou ontem que a princesa de Gales não estava grávida quando morreu num acidente de automóvel em Paris, em Agosto de 1997, como afirmou no domingo o jornal ‘Independent on Sunday’, citando um alto responsável da Polícia francesa.
23 de Dezembro de 2003 às 00:00
“É monstruoso que alguém afirme uma coisa dessas. As pessoas deviam escutar aqueles que melhor a conheceram e não fazer caso de meras conjecturas”, afirmou o amigo e confidente da princesa ao ‘Daily Mirror’. Segundo Burrell, a existir uma tal gravidez, Diana teria certamente contado aos seus amigos mais próximos nas últimas conversas telefónicas que teve com eles antes de morrer.
Burrell, recorde-se, sempre negou que Diana estivesse grávida quando morreu. No seu livro ‘Um Dever Real’, publicado este ano, o fiel ex-mordomo desmente categoricamente, ainda, que a gravidez de Diana fosse o “grande segredo” que a princesa lhe confidenciou pouco tempo antes de morrer, juntamente com o namorado Dodi al-Fayed e o motorista Henri Paul, num trágico acidente de automóvel no Túnel da Alma, em Paris, a 31 de Agosto de 1997.
A teoria de que Diana estava grávida quando morreu já não é nova, mas voltou esta semana às primeiras páginas dos jornais, depois de o jornal ‘Independent on Sunday’ ter publicado uma entrevista a um alto responsável da Polícia francesa, o qual garantiu ter visto documentos médicos que indicavam que a princesa estava grávida. Segundo aquela fonte, este facto não foi incluído no relatório da autópsia porque as autoridades francesas consideraram que não estava directamente relacionado com as causas da morte da princesa, pelo que foi tomada a decisão de não o revelar para não embaraçar ainda mais a Família Real britânica.
Na entrevista, recorde-se, o mesmo responsável, que afirma ter tido acesso “a todos os documentos do processo”, assegura ainda que o acidente que causou a morte da princesa foi motivado pela embriaguez do motorista e pelo excesso de velocidade da viatura, e não resultou de qualquer tentativa deliberada de assassinato, como tem afirmado sempre o pai de Dodi, o milionário Mohammed al-Fayed. No próximo dia 6 de Janeiro, recorde-se, a Justiça britânica vai pela primeira vez, após anos de pressão da opinião pública, abrir duas investigações oficiais às circunstâncias que rodearam a morte de Diana.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)