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Correio da Manhã

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Morreu Wim Duisenberg

O primeiro presidente do Banco Central Europeu (BCE), o holandês Wim Duisenberg, foi ontem encontrado morto, aos 70 anos, na piscina da sua vivenda em Faucon, sudeste de França. De acordo com as autoridades locais, tratou-se de “morte natural, devido a afogamento, na sequência de um problema cardíaco".
1 de Agosto de 2005 às 00:00
Duisenberg terá sido vítima de um ataque cardíaco
Duisenberg terá sido vítima de um ataque cardíaco FOTO: François Lenoir/Reuters
Segundo os socorristas, Duisenberg foi encontrado inanimado na piscina cerca das 11h30 locais (10h30 em Lisboa). Apesar da pronta intervenção dos bombeiros, não foi possível reanimar o antigo presidente do BCE.
Nascido em 1935 em Heerenveen, na Holanda, Wim Duisenberg era um homem de estatura imponente e com reputação de ‘bon vivant’.
Duisenberg esteve à frente do BCE entre Maio de 1998 e o Outono de 2003, altura em que foi substituído por Jean Claude Trichet. Sob a liderança de Duisenberg, o BCE introduziu com sucesso a moeda única europeia.
Reclamando-se inicialmente apoiante das teorias ‘keynesianas’, que defendem o apoio ao crescimento pelas despesas públicas, foi confrontado com dois choques petrolíferos, passando então a defender uma política de grande rigor financeiro, suscitando reticências mesmo no seio do seu próprio partido.
Wim Duisenberg foi também presidente, a partir de 1982 e durante 15 anos, do Banco Central Holandês e encabeçou o organismo percursor do BCE, o Instituto Monetário Europeu (IME), de que foi membro desde a sua criação, em 1994.
PERFIL
Willem Frederik Duisenberg nasceu a 9 de Julho de 1935 em Heerenveen, na Holanda. Estudou Economia na Universidade de Groningen, no seu país natal, e licenciou-se em 1961, especializando-se em relações económicas internacionais.
Terminou a tese de doutoramento sobre as consequências económicas do desarmamento em 1965. Cinco anos depois iniciou a carreira de professorado, dando aulas de Macroeconomia na Universidade de Amesterdão até 1973.
Em 1998, tornou-se o primeiro presidente do Banco Central Europeu. Cinco anos depois, Duisenberg concorda em abdicar da sua posição antes da data prevista, de forma a permitir a nomeação do francês Jean-Claude Trichet, antigo presidente do Banco de França, para assumir o primeiro mandato completo, de oito anos.
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