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Correio da Manhã

Mundo
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Mortes por coronavírus levam Suécia a mudar estratégia

Primeiro-ministro já admite que milhares de pessoas poderão morrer.
Ricardo Ramos 7 de Abril de 2020 às 08:39
Suécia tem resistido a decretar medidas de confinamento optando por tentar construir uma imunidade de grupo, numa estratégia criticada por especialistas
Suécia tem resistido a decretar medidas de confinamento optando por tentar construir uma imunidade de grupo, numa estratégia criticada por especialistas FOTO: Direitos Reservados
Após vários meses a ignorar os conselhos da Organização Mundial da Saúde e a recusar decretar medidas de contenção restritivas para travar a Covid-19, a Suécia prepara-se para mudar de estratégia, num reconhecimento tácito de que a controversa abordagem escolhida até agora não está a resultar.

Ao contrário de outros países, a Suécia não impôs qualquer quarentena obrigatória. Escolas, bares, restaurantes e parques continuam abertos, e o governo limitou-se a proibir ajuntamentos de mais de 50 pessoas e a aconselhar quem puder a trabalhar de casa.

Mas as vítimas têm vindo a aumentar e ontem o país registou o maior número de mortes, 76, elevando o total para 481 e levando o PM, Stefan Löfven, a admitir pela primeira vez a aplicação de medidas de contenção mais restritivas, afirmando que os suecos poderão ter de se preparar para "milhares de mortes".

PORMENORES
Alemanha alivia medidas
O governo alemão prevê aliviar as medidas de confinamento a partir de 19 de abril. Será obrigatório o uso de máscara em público e as concentrações de pessoas vão continuar proibidas. Plano inclui ainda a identificação e isolamento rápido de novos infetados.

Espanha e Itália
O número de mortos voltou ontem a baixar em Espanha pelo quarto dia consecutivo, para 637, o número mais baixo em quase duas semanas. Número de novos casos também baixou para 4273, após o pico de 9222 há uma semana. De igual modo, em Itália, o número de mortes e de novos casos continua a baixar de dia para dia, sinal de que o país terá já atingido o pico da pandemia. Autoridades já admitem aliviar algumas medidas.
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