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Correio da Manhã

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Motim em prisão de Lula da Silva fere guardas prisionais

Motim aconteceu numa ala onde estão presos comuns e onde há sobrelotação.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 16 de Agosto de 2019 às 18:35
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Um motim ocorrido esta sexta-feira no Complexo Médico Penal de Pinhais, nos arredores de Curitiba, sul do Brasil - a prisão que também abriga vários presos da operação anti-corrupção Lava Jato - deixou pelo menos dois guardas prisionais feridos.

As primeiras informações, ainda pouco claras a meio da tarde, davam conta de que o motim terá sido controlado rapidamente pelas forças de segurança e que não envolveram os presos da Lava Jato, que ocupam uma outra ala do complexo prisional.

De acordo com a Comissão da Comunidade de Curitiba, órgão da justiça responsável por monitorar as cadeias e que foi a primeira a divulgar a notícia, o motim aconteceu numa ala onde estão presos comuns e onde há sobrelotação. Aquela ala tem capacidade máxima para 70 presos, mas abriga actualmente mais de 200.

Em comunicado, a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná, de que Curitiba é a capital, confirmou depois o motim, que terá ocorrido numa outra ala e começado quando guardas foram a essa área prisional buscar um preso para ir ao médico. Segundo o comunicado, os presos aproveitaram a oportunidade para tentarem dominar um dos guardas prisionais, mas a resposta rápida do reforço da segurança controlou a situação em minutos.

Os presos da Lava Jato têm um tratamento diferenciado naquele hospital-prisão, ocupando salas especiais numa área diferente da dos presos comuns, com muito mais conforto. Entre os condenados pela Lava Jato confinados no Complexo Médico Penal de Pinhais estão o ex-ministro-chefe de Lula da Silva, José Dirceu, e o empresário Leo Pinheiro, ex-presidente da constructora OAS, enquanto Lula está preso a alguns quilómetros dali, numa sala de Estado-Maior na sede da Polícia Federal de Curitiba.

A meio da tarde desta sexta-feira as informações sobre a real situação no complexo ainda eram insuficientes e confusas, apesar da garantia do órgão de segurança estadual de que tudo estava sob controle, e ainda não havia dados claros sobre familiares de presos, já que é dia de visita. Ainda de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, os dois guardas sofreram apenas ferimentos leves e voltaram às actividades normais depois de medicados. (FIM).

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