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Correio da Manhã

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Mulher, Noemi e Kaká têm culpa

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que ganhou as eleições Europeias, referiu as razões para não ter atingido os 40% que pretendia: a mulher, Veronica Lario, que pediu o divórcio, o escândalo resultante da sua amizade com a jovem Noemi Letizia e também a transferência do futebolista brasileiro Kaká do AC Milan para o Real Madrid.
10 de Junho de 2009 às 00:30
O primeiro-ministro italiano junto da ministra do Turismo, Michela Vittoria Brambilla
O primeiro-ministro italiano junto da ministra do Turismo, Michela Vittoria Brambilla FOTO: Guido Montani/EPA

De acordo com o diário ‘Corriere della Sera’, Berlusconi admitiu junto dos mais próximos que o ‘escândalo Noemi’ teve mais influência do que esperava nas urnas, onde o seu partido, Povo da Liberdade (PDL), obteve 35,2% dos votos. Reconheceu ainda que o pedido de divórcio de Veronica Lario feito através da imprensa teve efeitos bastante nefastos. Mas o mais surpreendente é que ‘Il Cavaliere’ considerou  que o anúncio da contratação de Kaká pelo Real Madrid terá levado a uma fuga de votos por parte de adeptos do clube milanês.

Apesar de achar que estes foram os motivos principais pelos quais não atingiu a meta que desejava, Berlusconi afirmou que parte dos votos que perdeu é resultado da elevada taxa de abstenção e dos conflitos internos do seu partido na Sicília. Segundo o ‘La Repubblica’, Berlusconi queixou-se de falta de apoio de alguns sectores do seu partido, sobretudo de Gianfranco Fini.

Entretanto, o ex--primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, afirmou que as suas férias na mansão de Berlusconi na Sardenha, das quais foram publicadas várias fotos, foram um “grande erro”. “As revistas checas perseguiam-nos e não podíamos sair da mansão”, declarou.

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