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Correio da Manhã

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Mulheres activistas ganham Nobel da Paz

Ellen Johnson Sirleaf, Leyman Gbowee e Tawakkul Karman venceram o Prémio Nobel da Paz, anunciou esta sexta-feira o Instituto Norueguês do Nobel, em Olso Noruega. As três activistas vão dividir um prémio de 1,5 milhões de euros.
7 de Outubro de 2011 às 10:14
Ellen Johnson Sirleaf foi a primeira mulher a ser eleita presidente de um país africano
Ellen Johnson Sirleaf foi a primeira mulher a ser eleita presidente de um país africano FOTO: agencias

Ellen Johnson Sirleaf foi a primeira mulher a ser eleita presidente de um país africano.

Leymah Gbowee teve um papel importante como activista durante a guerra civil liberiana.

O Nobel é escolhido por um grupo norueguês de cinco membros, apontados pelo Parlamento da Noruega.

O Comité Nobel Norueguês distinguiu as três mulheres "pela luta pacífica em defesa da segurança das mulheres e dos direitos das mulheres na participação total no trabalho de construção da paz". 

Johnson Sirleaf, de 72 anos, economista formada em Harvard, é a primeira mulher presidente de África eleita democraticamente em 2005. Vista como reformista e pacifista quando assumiu o poder, Sirleaf apresenta-se novamente às eleições presidenciais, que decorrem este mês. Recentemente, opositores acusaram Sirleaf de comprar botos e usar fundos governamentais na campanha eleitoral. O seu campo negou as acusações. Até 2003, a Libéria foi palco de uma guerra civil. Atualmente, o país luta pela manutenção da paz com a ajuda de missões das Nações Unidas.

A activista liberiana Leymah Gbowee organizou um grupo de mulheres cristãs e muçulmanas para desafiar os senhores da guerra na Libéria.

Tawakul Karman, de 32 anos, tem três filhos e liderou a organização Mulheres Jornalistas sem Correntes, um grupo de defesa dos direitos humanos. Tem desempenhado um papel fundamental na organização dos protestos no Iémen contra o governo do Presidente Ali Abdullah Saleh, que se iniciaram no final de Janeiro.

O pai de Karman foi ministro dos assuntos legais no governo de Saleh. Karman é jornalista e membro do partido islâmico Islah.

"Não podemos alcançar a democracia e paz duradoura no mundo sem que as mulheres consigam as mesmas oportunidades que os homens para influenciar os acontecimentos em todos os níveis da sociedade", acrescentou o comité norueguês.

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