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Correio da Manhã

Mundo

Mulheres heterossexuais são quem tem menos orgasmos

São ultrapassadas pelos homens de todas a orientações sexuais e pelas mulheres lésbicas.
Pedro Zagacho Gonçalves(pedrogoncalves@cmjornal.pt) 23 de Fevereiro de 2017 às 20:27

Um novo estudo conjunto da Universidade de Chapman e da Universidade do Indiana, nos EUA, concluiu que são as mulheres heterossexuais quem menos orgasmos tem, ao mesmo tempo que os homens heterossexuais são os que, durante as relações sexuais, a maior parte das vezes atinge o orgasmo.

Os investigadores, que inquiriram mais de 52 mil americanos de todos os géneros e orientações sexuais, queriam estudar como varia a frequência de orgasmos. Os resultados foram surpreendentes.

O sexo masculino domina o pódio, com os homens de todas a orientações sexuais a ultrapassarem as mulheres em termos de maior frequência do orgasmo. Sem surpresas 95% dos homens heterossexuais disseram atingir o orgasmo sem fazerem sexo. Logo depois surgem os homens homossexuais, em que 89% afirmaram chegar ao êxtase durante o sexo e, logo depois, os homens bissexuais (88%).

Só depois surgem as mulheres nas tabelas de satisfação. Em primeiro lugar surgem as mulheres lésbicas, em que 86% das inquiridas afirmou chegar ao orgasmo durante o sexo. No grupo das mulheres bissexuais a satisfação desce para os 66% e, finalmente, nas mulheres heterossexuais, a percentagem de mulheres que ficam satisfeitas fica-se pelos 65%.

Os investigadores acreditam que estes "fossos de orgasmos" são resultado de uma série de fatores socioculturais e evolucionários. Conseguiram ainda apurar os comportamentos que habitualmente ocorrem e as praticas que fazem as mulheres (e homens) atingir o orgasmo de forma mais fácil (percorra a fotogaleria acima para saber mais).

De acordo com os autores do estudo, "as mulheres têm maiores probabilidades de atingir o orgasmo se o encontro sexual incluir beijos apaixonados, estimulação dos genitais com as mãos e sexo oral. Foi ainda concluído que  a diferença em termos de satisfação entre lésbicas e heterossexuais prende-se com "melhores conhecimentos da anatomia feminina" e "maiores noções da estimulação clitoriana".

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