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Correio da Manhã

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MULHERES NA FRENTE DE COMBATE NO IRAQUE

Mulheres norte-americanas poderão muito em breve ser enviadas para a frente de combate. De acordo com o ‘Washington Times’, o Exército dos EUA está a negociar com o Pentágono o levantamento da proibição de enviar mulheres militares para posições de combate de modo a poder-se constituir unidades de apoio mistas. Se as negociações correrem bem, está previsto o envio de uma divisão mista para o Iraque já em Janeiro.
23 de Outubro de 2004 às 00:00
Citando fontes do Departamento da Defesa dos EUA, aquele jornal adianta que, não obstante a proibição, o Exército já elaborou um plano para a constituição de 10 divisões mistas. Chris Rodney, porta-voz do Exército norte-americano, explica a necessidade de se alterar esta legislação: “Quando a proibição foi imposta, em 1994, havia uma ameaça diferente. Então imaginávamos um contexto de combate mais linear. Agora, com a natureza assimétrica das ameaças, temos de repensar esta política.”
Nestas negociações, o Exército norte-americano não pretende o levantamento da proibição do envio de mulheres em unidades de combate directas, como a Infantaria. O que está a ser examinada é a proibição de unidades de apoio mistas serem enviadas com equipas de combate.
MAIS REBELDES
Na origem destas negociações está, naturalmente, a escassez de recursos humanos e meios que os EUA enfrentam no Iraque, onde há mais rebeldes com meios financeiros do que se pensava inicialmente.
Com efeito, segundo revelou o ‘New York Times’, citando altos responsáveis que falaram a coberto do anonimato, a resistência conta com 8000 a 12 0000 combatentes, incluindo os de Abu Musab al-Zarqawi. Estes números são muito superiores às primeiras estimativas –2000 a 7000 – avançadas pelos Serviços Secretos norte-americanos.
Aliás, as novas estimativas são mais consistentes com o que se passa no terreno, onde os norte-americanos se têm mostrado impotentes para travar a violência. Há informações de que a resistência iraquiana está a fazer recrutamentos na Europa e a prová-lo foi a identificação, ontem divulgada pelo ‘Le Figaro’, do primeiro islamita francês de origem tunisina morto no Iraque. Redouane H, de 19 anos, terá sido morto em Julho passado em Falluja.
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