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Correio da Manhã

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MULHERES ORDENADAS NA ALEMANHA

Um arcebispo argentino dissidente ordenou ontem sete mulheres em Passau, no Sul da Alemanha. As mulheres, de diversas nacionalidades (alemã, austríaca e norte-americana), receberam o sacramento da Ordem a bordo de um barco ancorado, num acto já fortemente criticado por bispos católicos.
29 de Junho de 2002 às 23:13
O arcebispo Romulo Braschi, de 60 anos, actualmente na “Igreja Católica Apostólica Carismática Jesus Rei”, foi assistido pelo bispo austríaco Ferdinand Regelsberger, de 68, e por outro de nacionalidade checa. Braschi, que exerceu funções de responsabilidade no seio da Igreja Católica Romana durante a ditadura militar na Argentina (1976-1985), rompeu com o Vaticano sem ter sido excomungado.

Quanto às ordenadas, algumas das quais doutoradas em Teologia, formaram-se no Seminário de Linz, na Áustria. Uma delas, religiosa de uma ordem monástica católica, não revelou a identidade para evitar eventuais sanções por parte do Vaticano.

As ordenações, presenciadas por cerca de 300 pessoas, decorreram a bordo de um barco ancorado no Danúbio, merecendo fortes críticas por parte do arcebispo de Munique, que considerou que a cerimónia não passou de um "espectáculo de seita". Por seu turno, o bispo de Linz, Maximilian Aïchern, qualificou a celebração de uma "impostura sectária" que representa o "cisma com a Igreja" (católica).

O direito canónico do Vaticano proíbe, recorde-se, a ordenação de mulheres.
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