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Correio da Manhã

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Muros antibalas protegem turistas

O governo do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos de 2016, está determinado em transformar a cidade numa verdadeira fortaleza. A pensar nas dezenas de milhares de turistas que inundarão o Rio, o executivo carioca anunciou que vai transformar a via que liga o aeroporto internacional à zona sul, onde ficam os principais hotéis e pontos turísticos da capital carioca, num extenso corredor com muros de ambos os lados.
16 de Outubro de 2009 às 00:30
Autoridades do Rio de Janeiro não querem que os traficantes ponham em causa a segurança dos Jogos
Autoridades do Rio de Janeiro não querem que os traficantes ponham em causa a segurança dos Jogos FOTO: António Lacerda/ EPA

O objectivo é proteger quem entra e sai de ser atingido por balas perdidas na guerra nos narcotraficantes. Nos últimos cinco anos, foram assassinados 16 estrangeiros precisamente naquele trajecto.

Com três metros de altura, as barreiras isolarão totalmente o perigoso caminho e serão edificadas, já a partir do próximo mês, grandes placas metálicas. Numa primeira fase, serão erguidos em locais onde existem comunidades: a estrada é ladeada por dezenas de favelas onde há diariamente confrontos entre quadrilhas rivais e intervenção da polícia.

O que se tenta evitar, ou pelo menos dificultar, é a acção dos assaltantes e narcotraficantes, que fazem arrastões e assaltos a turistas  e evitar também que estes sejam atingidos por balas perdidas.

Os muros serão revestidos com gigantescas fotografias dos vários ex libris da cidade, como o Pão de Açúcar ou o Cristo Redentor, não deixando ver as barracas e a miséria, ou seja, as favelas.

FAVELAS MAIS PACIFICADAS PELA POLÍCIA

Uma acção que começou a ser implementada no final do ano passado e que se expandiu ao longo deste, ou seja, a ocupação permanente de favelas pela chamada polícia pacificadora, transformou totalmente a rotina de comunidades outrora violentas.

Em favelas como a Dona Marta, por exemplo, o governo carioca, depois de uma acção de confronto na qual os traficantes foram expulsos, instalou um contingente policial especialmente treinado que fica 24 horas por dia na comunidade, desenvolvendo acções sociais além do patrulhamento. Os polícias passaram a fazer parte da comunidade, distribuem até cabazes de alimentos e remédios quando necessário e participam na actividade diária dos habitantes.

APONTAMENTOS

MUROS DE CIMENTO

Outros muros, de cimento, começaram a ser erguidos no início do ano em redor de algumas das mais perigosas favelas do Rio de Janeiro.

DIREITO DE CIRCULAÇÃO 

Habitantes das favelas que vão ficar isoladas pelos muros protestam, alegando que ficarão limitados no seu direito de circulação.

16 MIL POLÍCIAS

O governo carioca tem um plano para contratar mais de 16 mil polícias com vista à segurança dos Jogos Olímpicos.

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