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Correio da Manhã

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Não vamos executar as enfermeiras

O filho primogénito do líder líbio Muamar Kadhafi assegura que as cinco enfermeiras búlgaras condenadas à morte na Líbia por serem consideradas culpadas de inocular sida em crianças não serão executadas, noticia hoje o diário búlgaro ‘24 Tchassa’.
28 de Janeiro de 2007 às 00:00
“Garanto que não as executaremos”, declarou ao jornal Seifel-Islam Kadhafi, num extracto de uma entrevista cujo texto integral será publicado amanhã. “Acreditem, estamos em vias de encontrar uma solução”, acrescentou o filho mais velho do líder líbio.
Seifel-Islam Kadhafi, que passa por ser um reformador e braço--direito de seu pai, dirige a Fundação Kadhafi de benevolência social, envolvida nas negociações internacionais na questão das enfermeiras búlgaras e do médico palestiniano condenados à morte em 19 de Dezembro na Líbia.
Os seis acusados, recorde-se, foram declarados culpados pela Justiça líbia por alegadamente terem inoculado de forma deliberada o vírus da sida em mais de 400 crianças no Hospital de Benghazi (Norte da Líbia), o que negam.
Esta condenação à morte foi vivamente criticada pela Bulgária e pela comunidade internacional, ameaçando comprometer a continuação da normalização das relações da Líbia com a União Europeia.
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