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"Nariz entupido" afinal era tumor cancerígeno que triplicou de tamanho

Mãe de 40 anos desvalorizou primeiros sinais de cancro de pele extremamente agressivo. Nariz teve que ser amputado.
Correio da Manhã 30 de Julho de 2020 às 10:52
Julia com os três filhos
Julia com os três filhos FOTO: DR/Facebook

Julia Davey, uma mulher inglesa de 40 anos, acordou num dia de abril do ano passado com o nariz entupido. Descartando a hipótese inicial de que fosse sintoma de algo mais grave, descobriu mais tarde que era um tumor cancerígeno, que resultou no nariz a triplicar de tamanho e acabar por ter que ser amputado, depois do cancro não responder como previsto aos tratamentos. 

Duas semanas depois, continuando com o nariz sempre entupido, visitou um médico. Seria um pólipo nasal, algo pouco grave, mas a endoscopia mostrou um bloqueio que, após removido e analisado, revelou ter células cancerígenas. 

"De início nunca pensei que podia ser algo grave. Fui sempre muito ingénua em todo o processo. Quando fui fazer a primeira operação achei que era só de protocolo", conta Julia em entrevista ao The Sun.

O diagnóstico caiu que nem uma bomba, mas Julia estava ao lado do agora noivo, Nick, e tinha também o apoio dos três filhos (Tom, de 16 anos, Joel, de 12, e Eleanor, de 5).

Fez uma operação para remover o septo nasal mas, em agosto, voltou a ter uma sensação estranha numa narina.. Tinha outro tumor e o cancro de pele, um carcinoma de células escamosas, estava a espalhar-se rapidamente e de forma agressiva. "Logo aí disseram-me que havia hipótese de ficar mesmo sem nariz", conta Julia.

A quimioterapia começou em setembro de 2019 e revelou-se um pesadelo: para além das dores horríveis o tumor começou a crescer de forma descontrolada. O nariz de Julia triplicou de tamanho e "parecia que ia explodir". Sem outra escolha, o nariz de Julia foi amputado pelos médicos.

Julia continuou os tratamentos também no início do ano e já tem casamento marcado. O novo coronavírus e dois novos tumores no maxilar vieram atrasar-lhe os planos, mas Julia está confiante.

"Estou a ter meses muito bons. A minha força é ser mãe e tenho que me manter positiva. Sei que estou a lutar contra a maré, mas preciso que os tratamentos que estou a fazer resultem", afirma a inglesa.

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