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Correio da Manhã

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Natascha tentou fuga no esqui

A austríaca Natascha Kampusch, de 18 anos, que fugiu recentemente ao sequestrador que a manteve cativa durante oito anos numa cave em sua casa, foi levada por ele a fazer esqui em Fevereiro. É mais um pormenor sobre o longo ‘calvário’ vivido pela jovem que ‘saltou’ tristemente para a fama.
16 de Setembro de 2006 às 00:00
De acordo com Gabriel Lansky, advogado de Natascha, a jovem não teve oportunidade para escapar durante a excursão a Hochkar, a cerca de duas horas de carro da capital austríaca, Viena. As declarações do advogado foram proferidas depois de terem sido divulgadas informações sobre uma excursão, destinada à prática de esqui, em que terão participado Wolfgang Priklopil e Natascha. Um dos órgãos de Comunicação Social que avançou com as referidas informações foi a revista alemã ‘Stern’, mas a jovem negou tudo.
O advogado afirmou ainda que “é compreensível que, para uma esquiadora principiante, uma excursão do género não é o modo mais indicado para tentar fugir”. “Deixem-me ser claro: ela teve apenas uma possibilidade de fuga. Ele disse-lhe que mataria qualquer pessoa com quem ela contactasse”, acrescentou.
A própria Natascha, recorde-se, já havia salientado que tinha receio permanente de que, se tentasse fugir e falhasse, o raptor nunca mais lhe daria uma nova possibilidade. O advogado referiu que ele e a sua cliente têm estado em silêncio em relação à excursão por recearem que acabasse por desvalorizar o processo do rapto. Isto porque a viagem poderia fazer crer que Natascha gostava de estar com Priklopil.
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