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Correio da Manhã

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NATO APROVA ENVIO DE FORÇA MILITAR

Após semanas de debates, a NATO aprovou o envio de uma força de 40 homens para o Iraque, onde deverá dar início ao treino das Forças de Segurança iraquianas. A decisão acontece depois de EUA e França superarem divergências quanto à cadeia de comando no terreno.
1 de Agosto de 2004 às 00:00
As tropas da NATO vão dar formação às forças de segurança iraquianas
As tropas da NATO vão dar formação às forças de segurança iraquianas FOTO: Hani Al Obeidi
O secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, anunciou a decisão na noite de sexta-feira, esclarecendo que este núcleo avançado abrirá caminho a um contingente muito maior. O quando e o como do envio desta segunda força não foi, no entanto, especificado.
“Os aliados estão de acordo em pôr em marcha uma missão da NATO que dê início à formação e treino no Iraque. É claro que esta missão trabalhará em estreita ligação com o governo interino iraquiano e a força multinacional”, afirmou.
Apesar de tudo, os problemas relativos à cadeia de comando não parecem estar totalmente resolvidos. Interrogado sobre o assunto, o máximo responsável da Aliança Atlântica esclareceu que “há uma clara relação com a força multinacional, mas são missões separadas”. Apesar disso, sabe-se que a força da NATO só no terreno avaliará a forma de se relacionar com as forças multinacionais e com o comando americano.
Recorde-se que a França questionava a possibilidade de uma força da NATO ficar sob comando dos EUA, o que tem entravado um envolvimento da Aliança no Iraque.
Entretanto, no Iraque, o xeque Hisham al-Dulaymi, que já conseguiu antes a libertação de reféns, é o mediador das negociações que começaram no sábado para libertar sete funcionários de uma firma do Koweit, ameaçados de morte pelos seus sequestradores. Mas a companhia koweitiana, que está disposta a abandonar o país para salvar os reféns, já fez saber que há exigências dos sequestradores impossíveis de satisfazer, caso da libertação dos presos iraquianos no Koweit.
Recorde-se que, para além dos reféns da empresa koweitiana – três indianos, três quenianos e um egípcio – há ainda quatro condutores jordanos e um somali sequestrados.
O comando norte-americano fez, entretanto, saber que duas dezenas de revoltosos foram abatidas em Falluja, durante combates mantidos na madrugada de sexta-feira.
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